Não sei mesmo, o que dizer nessa hora.
Você me diz que vai embora...
Não sei se falo ou se me calo,
não sei se acredito ou se não.
Não sei se acho mesmo que você se vai.
para sempre! Sem volta!
Ou se é pura bobagem de momento.
Não sei se tudo que vivemos foi em vão.
Não sei se são só palavras a ermo.
perdidas na escuridão, da nosso falta de tempo.
Não sei de mais nada. Nunca soube, talvez!
Nosso amor com arroz de leite,
se estragou na geladeira quebrada.
Nossa cumplicidade abstrata,
escorregou pelo ralo da pia
Nosso dia à dia se perdeu,
junto com os papéis da energia.
Nossas contas atrazadas,
nunca mais serão pagas.
Não dividiremos mais nada.
Nem beijos, sorvetes, chicletes...
Nem travesseiros, nem sonhos.
Nem estradas!

Você me diz que vai embora...
Não sei se falo ou se me calo,
não sei se acredito ou se não.
Não sei se acho mesmo que você se vai.
para sempre! Sem volta!
Ou se é pura bobagem de momento.
Não sei se tudo que vivemos foi em vão.
Não sei se são só palavras a ermo.
perdidas na escuridão, da nosso falta de tempo.
Não sei de mais nada. Nunca soube, talvez!
Nosso amor com arroz de leite,
se estragou na geladeira quebrada.
Nossa cumplicidade abstrata,
escorregou pelo ralo da pia
Nosso dia à dia se perdeu,
junto com os papéis da energia.
Nossas contas atrazadas,
nunca mais serão pagas.
Não dividiremos mais nada.
Nem beijos, sorvetes, chicletes...
Nem travesseiros, nem sonhos.
Nem estradas!
Sofrida, calada, desatando nós.
Resgatando memórias, trazendo à tona
sentimentos confusos, enterrados...
desembaraçando as linhas do tempo,
fechando janelas, abrindo portas,
aparando arestas. Juntando cacos.
Há frida em nós, feridas que sangram.
Forças estranhas que brotam do nada,
de dentro, do fundo, bem fundo.
Do mais profundo inimaginável...
Frida, flores coloridas, cores vibrantes.
Frida. Calo. Falo. Grito. Sinto e sinto.
Sou Frida, ferida que sangra, dói, queima,
supura, mas sara!

Resgatando memórias, trazendo à tona
sentimentos confusos, enterrados...
desembaraçando as linhas do tempo,
fechando janelas, abrindo portas,
aparando arestas. Juntando cacos.
Há frida em nós, feridas que sangram.
Forças estranhas que brotam do nada,
de dentro, do fundo, bem fundo.
Do mais profundo inimaginável...
Frida, flores coloridas, cores vibrantes.
Frida. Calo. Falo. Grito. Sinto e sinto.
Sou Frida, ferida que sangra, dói, queima,
supura, mas sara!
Fui hoje a um salão de beleza. Resolvi, depois de muitos anos, cortar o cabelo. Cabelão enorme!
Não gosto de salão de beleza. Não tenho afinidade, Não tenho paciência.
Descobri que tenho preguiça de ser vaidosa. Fico imaginando: Não sei quantos minutos pra fazer as unhas, não sei mais quantos minutos prá pintar o cabelo, tonalizar, "não sei o que lá"! Isso vai me dando uma preguiça...
Cheguei no salão pra cortar o bendito cabelo, e enquanto esperava minha vez, fiquei olhando as revistas, pra tentar descobrir um modelo de corte que me agradava. Olhei, olhei e por mais que olhasse não achava nada interessante. Na verdade tinha umas fotos de umas mulheres que passaram por aquele quadro do "antes e depois", sabe do que estou falando né? Pois bem, elas tinhas um tipo de cabelo e depois do "banho" de salão de beleza, ficavam com outro visual, totalmente diferente. Mas em todas as fotos eu preferia o "antes". O "depois" era sempre uma coisa cafona, arrumada demais... Mas eu já estava ali e já tinha me convencido a passar a tesoura na juba.
Chegou minha vez. Me colocaram o avental e meteram a tesoura nas minhas mechas. O chão ficou repleto de cachos. Eu até que fiquei tranquila, e resolvi fazer uma luzes pra disfaçar os fios brancos que estão nascendo como coelhos em minha cabeça. A coisa durou quase quatro horas. Entre lavagem, corte, lavagem, luzes, escova etc
No final, quando já estava na escova, que é a última etapa do processo, eu me olhava no espelho e me achava parecida com um bicho preguiça. Aquele pêlo, meio degradêe acinzentado... Mas até que minha cabeça ficou mais leve.
Mesmo assim! Eu detesto salão de beleza

Não gosto de salão de beleza. Não tenho afinidade, Não tenho paciência.
Descobri que tenho preguiça de ser vaidosa. Fico imaginando: Não sei quantos minutos pra fazer as unhas, não sei mais quantos minutos prá pintar o cabelo, tonalizar, "não sei o que lá"! Isso vai me dando uma preguiça...
Cheguei no salão pra cortar o bendito cabelo, e enquanto esperava minha vez, fiquei olhando as revistas, pra tentar descobrir um modelo de corte que me agradava. Olhei, olhei e por mais que olhasse não achava nada interessante. Na verdade tinha umas fotos de umas mulheres que passaram por aquele quadro do "antes e depois", sabe do que estou falando né? Pois bem, elas tinhas um tipo de cabelo e depois do "banho" de salão de beleza, ficavam com outro visual, totalmente diferente. Mas em todas as fotos eu preferia o "antes". O "depois" era sempre uma coisa cafona, arrumada demais... Mas eu já estava ali e já tinha me convencido a passar a tesoura na juba.
Chegou minha vez. Me colocaram o avental e meteram a tesoura nas minhas mechas. O chão ficou repleto de cachos. Eu até que fiquei tranquila, e resolvi fazer uma luzes pra disfaçar os fios brancos que estão nascendo como coelhos em minha cabeça. A coisa durou quase quatro horas. Entre lavagem, corte, lavagem, luzes, escova etc
No final, quando já estava na escova, que é a última etapa do processo, eu me olhava no espelho e me achava parecida com um bicho preguiça. Aquele pêlo, meio degradêe acinzentado... Mas até que minha cabeça ficou mais leve.
Mesmo assim! Eu detesto salão de beleza
Andarilhando por aqui, resolvi dizer uma bobagem qualquer.
Que o dia tá lindo, que a lua tá quase cheia, que o tempo está correndo mais depressa. Tão depressa que é difícil acompanha-lo.
O que dizer mais? Que as cidades estão cada vez mais violentas... Que as pessoas estão pirando. Jogando criança pela janela, fazendo filhos nas próprias filhas... Deixa pra lá, isso é muito pesado. Não é uma bobagem qualquer. Vamos voltar ao tema. O calor que tá fazendo é o pior que já senti em todos os meus muitos anos de existência. Aquele rapaz da voz chata que fazia propaganda das Casas Bahia, sumiu. Ah! Ouvi dizer que água mineral dá pedra nos rins. Sim! E não é que o chuchu baixou de preço outra vez? "A bem dizer", tá quase de graça! Acho que colocaram alguma coisa no meu copo de cerveja.... Tô com a cabeça meio zonza.

Que o dia tá lindo, que a lua tá quase cheia, que o tempo está correndo mais depressa. Tão depressa que é difícil acompanha-lo.
O que dizer mais? Que as cidades estão cada vez mais violentas... Que as pessoas estão pirando. Jogando criança pela janela, fazendo filhos nas próprias filhas... Deixa pra lá, isso é muito pesado. Não é uma bobagem qualquer. Vamos voltar ao tema. O calor que tá fazendo é o pior que já senti em todos os meus muitos anos de existência. Aquele rapaz da voz chata que fazia propaganda das Casas Bahia, sumiu. Ah! Ouvi dizer que água mineral dá pedra nos rins. Sim! E não é que o chuchu baixou de preço outra vez? "A bem dizer", tá quase de graça! Acho que colocaram alguma coisa no meu copo de cerveja.... Tô com a cabeça meio zonza.
Uma me deu régua, outra me deu compasso.
Uma me pôs nos braços, outra me deu seu colo.
Uma me ensinou as coisas do mundo,
outra me mostrou as leis do universo.
Uma me fêz fantasias, outra me fêz cair na real,
com os pés na terra!
Uma me contou estórias, de amor, de paz e de guerra,
outra passou tantas noites comigo, em claro...
São duas as minhas mães! Todas duas por mim choraram.
Uma rezou, outra orou. Uma rogou aos seus santos, outra pediu ao Seu Deus,
por minha vida, pra iluminar meus caminhos... Pra eu ser feliz.
Uma me entregou pra outra, a outra me quis.
Uma me cantou canções, outra me ensinou seus hinos.
Uma me deu contos de fadas, outra me leu os Salmos
Ambas me amaram igualmente, também amo as duas por igual.
Com todas duas tive minhas diferenças. Coisas normais, de adolescência...
Agradeço a Deus por ter me dado duas mães, quando tantos não tem nenhuma.
Na verdade eu tenho até mais que duas, mas não quero ostentar tanto privilégio.
Uma me deu casa, roupa, diversão, colégio... Outra me deu o que podia.
Todas duas deram tudo de si, pra me fazer ser o que sou.
Todas duas quiseram o melhor pra mim, eu sei.
Não sei se correspondi as suas esperanças...
Não sei se me transformei na pessoa que elas gostariam.
Não sei se tenho sido uma boa filha,
Como nos tempos de criança...
Talvez eu tenha deixado a desejar.
Mas o que posso dizer é que as amei com todo meu amor,
embora tantas vezes não soube, nem pude demonstrar
Uma me pôs nos braços, outra me deu seu colo.
Uma me ensinou as coisas do mundo,
outra me mostrou as leis do universo.
Uma me fêz fantasias, outra me fêz cair na real,
com os pés na terra!
Uma me contou estórias, de amor, de paz e de guerra,
outra passou tantas noites comigo, em claro...
São duas as minhas mães! Todas duas por mim choraram.
Uma rezou, outra orou. Uma rogou aos seus santos, outra pediu ao Seu Deus,
por minha vida, pra iluminar meus caminhos... Pra eu ser feliz.
Uma me entregou pra outra, a outra me quis.
Uma me cantou canções, outra me ensinou seus hinos.
Uma me deu contos de fadas, outra me leu os Salmos
Ambas me amaram igualmente, também amo as duas por igual.
Com todas duas tive minhas diferenças. Coisas normais, de adolescência...
Agradeço a Deus por ter me dado duas mães, quando tantos não tem nenhuma.
Na verdade eu tenho até mais que duas, mas não quero ostentar tanto privilégio.
Uma me deu casa, roupa, diversão, colégio... Outra me deu o que podia.
Todas duas deram tudo de si, pra me fazer ser o que sou.
Todas duas quiseram o melhor pra mim, eu sei.
Não sei se correspondi as suas esperanças...
Não sei se me transformei na pessoa que elas gostariam.
Não sei se tenho sido uma boa filha,
Como nos tempos de criança...
Talvez eu tenha deixado a desejar.
Mas o que posso dizer é que as amei com todo meu amor,
embora tantas vezes não soube, nem pude demonstrar
Por muito tempo não entendi suas atitudes, por muito tempo não acatei suas decisões.
Quebrei suas regras, te feri, me feri, desobedeci seus padrões. Me virei pelo avesso. Neguei qualquer semalhança, abdiquei de qualquer tipo de herança.
Trilhei outros caminhos, caminhos que tu jamais trilhara. Tracei pra mim, outros destinos. Que tu sequer imaginara. Bem longe de ti! Cortei o cordão que nos unira e me fui. Sem deixar rastros. Levando somente lembranças e mágoas.
Um dia, quando a saudade enfim bateu a minha porta. Sincera e serena. Voltei, pra resgatar tantas coisas mortas, que havia ficado para trás. Éramos agora outras pessoas. Passadas à limpo. Então finalmente nos olhamos com os olhos de primeira vez e finalmente nosso abraço não cabia nada mais que não fosse amor, afeto e perdão. E aprendemos a ser o que sempre fomos. Apenas, mãe e filha.
Ela já esteve em tantos lugares... Umas vezes de molambos, outras vezes de princesa. Já esteve ao redor de tantas mesas e bebeu de vários vinhos em várias taças. Já experimentou o êxtase e a catarse. Umas vezes adorou, outras vezes não viu graça, outras vezes teve medo, outras vezes deu em nada. Já engoliu estrelas, já adoçou sua boca, já vomitou fel e teve febre, já tomou chá de sete ervas, já foi porralouca... Já foi Dalila, Sansão, Julieta, Ariadne, Frida, Amelie, Amélia... Um dia caminhou nas nuvens, depois resolveu voar. Morreu sete vezes como os gatos, afundou atrás de um submarino amarelo, percorreu caminhos de folhas secas e pregou com um prego um quadro de van gogh na parede de sua aorta, mas esqueceu de molhar sua horta e ficou sem folhas verdes um ano inteiro, mas quando chegou fevereiro só quis saber de lúpulo, cevada... fermentada... Se vestiu de samambaia e desfilou solitária na avenida. Também já foi inquilina do céu, depois se mudou novamente pro Haití... Ali mesmo na esquina, aqui pertinho, aqui!
Comeu a goiabada da menina goiaba, deixou a seringa sobre a mesa. E o papo foi ficando qualquer coisa. E ela pra lá de Marrakech, prá lá, prá lá... curtindo os anéis de saturno. O ralf era do bom, misturado com chocolate. Mas não ficou só nisso! Nunca ficou só nisso. A viagem foi intensa, longa... Ela não voltou nunca mais, não conseguiu encontrar o caminho.
Comeu a goiabada da menina goiaba, deixou a seringa sobre a mesa. E o papo foi ficando qualquer coisa. E ela pra lá de Marrakech, prá lá, prá lá... curtindo os anéis de saturno. O ralf era do bom, misturado com chocolate. Mas não ficou só nisso! Nunca ficou só nisso. A viagem foi intensa, longa... Ela não voltou nunca mais, não conseguiu encontrar o caminho.
Me recebeu tão bem... A mim e a minha turma. Sempre com um acarajé quentinho, recheado de vatapá, caruru e camarão. Café fresquinho...( essa estória de café fresquinho é tão engraçado), da hora! Com chimango! E até umas presenças de chocolate, mas daqueles que se oferece em cada esquina do Marrocos, não o de cacau! Mas suco de cacau rolou também. Ô bahia que trata a gente bem... Ainda nos oferece aquele mar azul, que nos sorri, com a boca cheia de espuma branca. Já estou com saudade dos seus achés e achados, do seu gingado, das suas ladeiras, do seu sotaque arrastado. Ô Bahia velha que já me deu régua e compasso, graças a Deus! Tô morrendo de saudade. Aquele abraço! E até o próximo carnaval
A Bahia me espera! Já espalhei a notícia aos quatro ventos... Já fiz as malas, revisão no carro, providenciei lembrancinhas e bugingangas pra Deus e o mundo. Enfim... Tô pronta pro que der e vier, é só zarpar!
Estômago preparado pros acarajés, abarás, moquecas e afins. Saudades da sopa de mainha. Vixe! sopa boa...
Saudades de Trancoso, Porto, da Chapada e até de Eunápolis! Saudades dos amigos porrêtas, do suco de cacau, retado de bom! Saudades de Gil, Caetano... Êta saudades da Bahia. Mas tô chegando meu rei!
Meu terreiro, me aguarde! Vai ser samba, descanso e axé.
Estômago preparado pros acarajés, abarás, moquecas e afins. Saudades da sopa de mainha. Vixe! sopa boa...
Saudades de Trancoso, Porto, da Chapada e até de Eunápolis! Saudades dos amigos porrêtas, do suco de cacau, retado de bom! Saudades de Gil, Caetano... Êta saudades da Bahia. Mas tô chegando meu rei!
Meu terreiro, me aguarde! Vai ser samba, descanso e axé.
"Acorda pra ver... O tempo passou, cidade... É! O tempo passou. Já é carnaval! O verão pegando fogo! Mais quente do que nunca! Chuva demais nuns lugares, de menos noutros. O tempo brinca de pega-pega, numa velocidade de menino danado. A temperatura cada dia mais instável. O mundo veloz e louco, as pessoas perdidas, perpléxas. e o carnaval tá chegando, e eu nem sei com que fantasia eu vou, nem sei se vou... Se vou de palhaço ou de colombina, ou se vou de árabe, como Carlinhos Brown, pra protestar contra as guerras, pedir a paz mundial. Ou será que faço retiro espiritual? Na Chapada Diamantina ou no Encontro para Nova Consciência, em Campina. Tô numa sinuca de bico! Não sei se brinco, não sei se vou, não sei se fico...
Olinda? Salvador? Ou a noite dos tambores silenciosos? O carnaval tá em cima... Tenho que me dicidir pra onde ir. Só sei que não vou pro Rio de Janeiro, não tem suvaco de cristo que me convença. Talvez vá pra Valença, atravessar de barco pra Morro de São Paulo... Porque pra São Paulo mesmo eu não vou, morro de medo de carnaval lá. É vou pensar, depois resolvo.
Olinda? Salvador? Ou a noite dos tambores silenciosos? O carnaval tá em cima... Tenho que me dicidir pra onde ir. Só sei que não vou pro Rio de Janeiro, não tem suvaco de cristo que me convença. Talvez vá pra Valença, atravessar de barco pra Morro de São Paulo... Porque pra São Paulo mesmo eu não vou, morro de medo de carnaval lá. É vou pensar, depois resolvo.
Seis de janeiro... Hoje é o dia de Santo Reis. Anda meio esquecido mas é o dia da festa de Santo Reis.
Me reporto a tempos imemoriais. Vejo os trê
s reis magos, levando ouro, incenso e mirra e seguindo a estrela do oriente, atravessando o deserto, pra encontrar um menino ilumindado. Atravessando eras e eras e se transformando em alegorias. Povoando o foclore, costumes, danças, folguedos... Me reporto a infancia, nos confins da velha Bahia onde a folia de reis, o reizado, se repetia ano após ano, cheio de alegria e cores e sons de pandeiros, sanfonas e violões. E o povo abrindo suas casas e tranzendo comidas e bebidas pra'queles homens fantasiados, suados de tanto cantar e dançar, aqueles homens parecendo crianças, fazendo barulho, gritando... Era uma alegria geral o dia de santo reis. Meninos, velhos, homens e mulheres. Todos participavam da folia, que não tinha hora pra acabar.
Hoje eu vou a uma festa de santo reis, na casa de uma amiga, onde já virou tradição o bolo de reis, em que se coloca dentro um dedal, uma aliança, um feijão e uma moeda. Quem tirar a moeda vai ter um ano de grana, quem tirar o dedal vai ficar um ano sem namorar, a aliança é casamento na certa e o feijão... Vai fazer o bolo do próximo ano. É divertido, a gente encontra um monte de amigos por lá.Tem até estandarte, correio elegante... Mas sinto falta daquela magia da festa do santo reis, que anda tão esquecida...
Me reporto a tempos imemoriais. Vejo os trê
Hoje eu vou a uma festa de santo reis, na casa de uma amiga, onde já virou tradição o bolo de reis, em que se coloca dentro um dedal, uma aliança, um feijão e uma moeda. Quem tirar a moeda vai ter um ano de grana, quem tirar o dedal vai ficar um ano sem namorar, a aliança é casamento na certa e o feijão... Vai fazer o bolo do próximo ano. É divertido, a gente encontra um monte de amigos por lá.Tem até estandarte, correio elegante... Mas sinto falta daquela magia da festa do santo reis, que anda tão esquecida...
Quando começa um novo ano, estamos cheios de planos, perspectivas...
O leque de sonhos é vasto. E a sensação de ter fechado uma Gestalt, é bem forte e visivel.
Deixamos para trás compromissos desnecessários, mágoas, ressentimentos, fraquezas, tudo que nos foi pesado e negativo será enterrado com o ano velho e a esperança de paz, amor, luz, novos sonhos, recomeço e muitos caminhos a serem percorridos invadem nossos corações e mentes. E estamos prontos pra renascer, como Fênix, das cinzas, que deixaremos que o vento leve.
Hoje, consultando o Oráculo da Runas, foi lançada uma pedra que dizia o seguinte: "Tudo começa em você. E só com um relacionamento correto consigo mesmo, você conseguirá compreender o mundo e as pessoas que o cercam. Mantenha-se aberto para as influências que vêm de fora, e de dentro. Este é o momento de atingir o crescimento que precede o progresso. Não é hora de buscar elogios pelo que já foi feito. Mas sim de cumprir suas tarefas com dedicação." Espero que essa Runa, chamada Mannaz, o eu (mantenha a modéstia) sirva também pra você, e seja um toque nesse ano que se inicia.
O leque de sonhos é vasto. E a sensação de ter fechado uma Gestalt, é bem forte e visivel.
Deixamos para trás compromissos desnecessários, mágoas, ressentimentos, fraquezas, tudo que nos foi pesado e negativo será enterrado com o ano velho e a esperança de paz, amor, luz, novos sonhos, recomeço e muitos caminhos a serem percorridos invadem nossos corações e mentes. E estamos prontos pra renascer, como Fênix, das cinzas, que deixaremos que o vento leve.
Hoje, consultando o Oráculo da Runas, foi lançada uma pedra que dizia o seguinte: "Tudo começa em você. E só com um relacionamento correto consigo mesmo, você conseguirá compreender o mundo e as pessoas que o cercam. Mantenha-se aberto para as influências que vêm de fora, e de dentro. Este é o momento de atingir o crescimento que precede o progresso. Não é hora de buscar elogios pelo que já foi feito. Mas sim de cumprir suas tarefas com dedicação." Espero que essa Runa, chamada Mannaz, o eu (mantenha a modéstia) sirva também pra você, e seja um toque nesse ano que se inicia.
Hoje subverti todas as regras que havia estabelecido a respeito de revellon. Menos uma: Fui de branco!
Mas não usei calcinha amarela, não comi lentilhas, comi camarão!
Não esmaguei três caroços de uvas nos dentes, fiquei brincando com um caroço de azeitona na boca... Quebrei a prótese! Não guardei sementes de romã na carteira e nem pulei sete ondas. Nem ao menos me equilibrei no pé direito quando começou a contagem regressiva. Mas desejei feliz ano novo a todos que estavam a minha volta. E assisti com os olhos vidrados, a queima de fogos.
Mas não usei calcinha amarela, não comi lentilhas, comi camarão!
Meus primeiros contatos com o cinema, aconteceram por volta de 1965, em Itapetinga na Bahia, cidade em que fui criada e onde vivi até os desesseis anos. Foi no Cine Teatro Fênix, minha grande experiência com a imagem e o som.
O primeiro filme mesmo eu não me lembro bem, sei que era em preto e branco. Mas me lembro perfeitamente do "Mágico de oz", "Dio come ti amo", "Dr. Jivago", "...E o vento levou", "A noviça rebelde"," Vinhas da ira", "Nos tempos das diligências," "Era uma vez no oeste..." E todos os bang-bang's que você imaginar: Ringo! Pecos! Django! A clássicos como "Casablanca", "2001 uma odisséia no espaço", "Blowup", "Perdidos na noite," "Sem destino..." E por aí...
Eu ia pro cinema, religiosamente, todos os domingos e também todos os sábados. Minhas tias Alice e Edileusa, eram bilheteiras do Cine Fênix, portanto eu não pagava ingresso. Elas trabalharam por muitos anos nesse cinema, e mesmo depois que saíram, quando eu já era adolescente, tinha tanta amizade com o porteiro, que continuei entrando sem pagar ingresso durante muitos anos. Foi lá também que eu vi meus primeniros shows de música... Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Rosemary, Tony Tornado... Menos Roberto Carlos, que enquanto eu vivi por lá, nunca esteve em Itapetinga.
O cinema exercia um fascínio muito grande sobre mim. Os filmes com toda a magia, beleza e mistério que lhe são peculiares, e o cinema em si, aquele prédio imenso, com o piso brilhando, o teto altíssimo, cheio de ventiladores gigantes. Uma boboniére ultra sortida e colorida. As cadeiras não eram acolchoadas, mas pra mim isso não tinha importância nenhuma. E aquele escurinho, quando apagavam-se as luzes... A melhor coisa era chegar antes do filme começar, e eu sempre era a primeira a chegar, com minha tia Alice. Ia direto pra bilheteria. Depois eu ficava passeando pelo cinema, até a hora H. De repente aquele som, que se repetia três vezes, e o Leão da Metro rugia... O filme vai começar!
Décadas depois, quando voltei a Itapetinga, o Cine Teatro Fênix, pra não fugir a regra, tinha virado igreja universal. E sabe que ele nem era tão grande? Mas o cinema continua exercendo um grande fascínio sobre mim. E quando surge na tela o Leão da metro rugindo... Eu ainda sinto um arrepio. Quase como da primeira vez.
O primeiro filme mesmo eu não me lembro bem, sei que era em preto e branco. Mas me lembro perfeitamente do "Mágico de oz", "Dio come ti amo", "Dr. Jivago", "...E o vento levou", "A noviça rebelde"," Vinhas da ira", "Nos tempos das diligências," "Era uma vez no oeste..." E todos os bang-bang's que você imaginar: Ringo! Pecos! Django! A clássicos como "Casablanca", "2001 uma odisséia no espaço", "Blowup", "Perdidos na noite," "Sem destino..." E por aí...
Eu ia pro cinema, religiosamente, todos os domingos e também todos os sábados. Minhas tias Alice e Edileusa, eram bilheteiras do Cine Fênix, portanto eu não pagava ingresso. Elas trabalharam por muitos anos nesse cinema, e mesmo depois que saíram, quando eu já era adolescente, tinha tanta amizade com o porteiro, que continuei entrando sem pagar ingresso durante muitos anos. Foi lá também que eu vi meus primeniros shows de música... Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Rosemary, Tony Tornado... Menos Roberto Carlos, que enquanto eu vivi por lá, nunca esteve em Itapetinga.
O cinema exercia um fascínio muito grande sobre mim. Os filmes com toda a magia, beleza e mistério que lhe são peculiares, e o cinema em si, aquele prédio imenso, com o piso brilhando, o teto altíssimo, cheio de ventiladores gigantes. Uma boboniére ultra sortida e colorida. As cadeiras não eram acolchoadas, mas pra mim isso não tinha importância nenhuma. E aquele escurinho, quando apagavam-se as luzes... A melhor coisa era chegar antes do filme começar, e eu sempre era a primeira a chegar, com minha tia Alice. Ia direto pra bilheteria. Depois eu ficava passeando pelo cinema, até a hora H. De repente aquele som, que se repetia três vezes, e o Leão da Metro rugia... O filme vai começar!
Décadas depois, quando voltei a Itapetinga, o Cine Teatro Fênix, pra não fugir a regra, tinha virado igreja universal. E sabe que ele nem era tão grande? Mas o cinema continua exercendo um grande fascínio sobre mim. E quando surge na tela o Leão da metro rugindo... Eu ainda sinto um arrepio. Quase como da primeira vez.
Hoje eu estava ouvindo Marinês cantando uma música linda, com Margareth Menezes... Fiquei lembrando de quando eu era pequena e ouvia falar em Marinês e Sua Gente. Eu ficava numa curiosidade tão grande... Imaginando Marinês, meio como uma Maria Bonita e seu bando de cangaceiros. E aquela música com um sotaque forte, carregado! E um balanço diferente, um swing retado...Eu adorova! Embora não entendesse muito. Eu deveria ter uns quatro, cinco anos.
algumas décadas depois, fui ver um show de Marinês pela primeira vez, num teatro , em João Pessoa.
Foi uma sensação tão incrível! Ela começou o espetáculo cantando "debaixo do barro do chão"... Eu senti um arrepio me percorrer da sola dos pés ao côco da cabeça. Foi a emoção mais intensa que já senti assistindo a um show de música. Era Marinês, ali, na minha frente. Marinês e sua Gente, que por tantos anos povoaram os meus sonhos de menina.
Depois, sempre que pude fui assisti-la. Em praças públicas, teatros, no Encontro para Nova Consciencia...
Em Campina Grande, sua terra, vi shows incríveis, seus. Inesquecíveis.
Um dia, soube a notícia pela televisão, de que aquele coração havia parado, e me dei conta de que não a veria mais.Vestida naquele jaleco de couro, chapéu de vaqueiro estilizado... Não assistiria a outros espetáculos! Mas a sua música ficou gravada em mim, na minha memória afetiva, desde os quatro anos de idade, e para sempre. Viva Marinês, viva sua Gente.
" Hoje é meu dia, quero alegria por que a tristeza mandei embora..."
algumas décadas depois, fui ver um show de Marinês pela primeira vez, num teatro , em João Pessoa.
Foi uma sensação tão incrível! Ela começou o espetáculo cantando "debaixo do barro do chão"... Eu senti um arrepio me percorrer da sola dos pés ao côco da cabeça. Foi a emoção mais intensa que já senti assistindo a um show de música. Era Marinês, ali, na minha frente. Marinês e sua Gente, que por tantos anos povoaram os meus sonhos de menina.
Depois, sempre que pude fui assisti-la. Em praças públicas, teatros, no Encontro para Nova Consciencia...
Em Campina Grande, sua terra, vi shows incríveis, seus. Inesquecíveis.
Um dia, soube a notícia pela televisão, de que aquele coração havia parado, e me dei conta de que não a veria mais.Vestida naquele jaleco de couro, chapéu de vaqueiro estilizado... Não assistiria a outros espetáculos! Mas a sua música ficou gravada em mim, na minha memória afetiva, desde os quatro anos de idade, e para sempre. Viva Marinês, viva sua Gente.
" Hoje é meu dia, quero alegria por que a tristeza mandei embora..."
branco é a cor da paz, e a gente precisa tanto de paz, o mundo precisa de paz, muita paz, mesmo!
Não sei se vou de amarelo... afinal uma graninha sempre é bem vinda... E dizem que amarelo traz dinheiro.
Ou de azul, quem sabe, tenho que fazer uma média com Yemanjá. Não levei flores no dia 08 de dezembro.
Ainda bem que tenho uma desculpa: Sou bahiana, e na Bahia a festa dela é dia 02 de fevereiro, daqui pra lá preparo as flores. Ou vou de verde? Esperança em um novo ano, cheio de amor, paz, saúde, dinheiro... Muitos sonhos pra serem sonhados.... Muitos caminhos pra serem percorridos... Vermelho... Sei não... Amor, paixão! Não tô muito afim. Talvez lilás, a cor da espiritualidade. Tenho andado esotérica. Mas não tanto esotérica assim!
Com que cor eu vou, Meu Deus? Só sei que não vou de preto, porque dizem que dá azar. Na verdade nem sei se acredito nisso. Por que preto daria azar? Não dizem que preto é a mistura de todas as cores? Ou será que é a ausência da cor? Agora me atrapalhei, deu um branco! Não me lembro mais!
Mas ainda não resolvi com que cor eu vou. Acho que vou de branco mesmo...
Aqui eu quero brincar, sonhar, delirar, dizer bobagens... Sem lenço, sem documento... Sem censura... Mas com muito afeto.
Aqui eu quero ser louca e lúdica. Poeta e boba.
Aqui eu quero ser qualquer coisa...
Aqui eu quero ser louca e lúdica. Poeta e boba.
Aqui eu quero ser qualquer coisa...
- Mood:
calm
Vivo repetindo que nesse país virtual, sou uma simples imigrante. Tô chegando cheia de sonhos, querendo construir castelos, percorrer estradas, abrir caminhos. Não conheço ainda quase nada, mas estou fuçando, como tamanduá-bandeira. Comendo muita formiga... Mas tô chegando. E tenho muita coisa ainda pra contar.
Embora, no momento esteja totalmente perdida, nesse amaranhado de palavras ininteligíveis... Como turista numa avenida de Nova York, sem saber falar inglês.
(É que esse blog é todo escrito em inglês, menos meus textos, claro!)
Embora, no momento esteja totalmente perdida, nesse amaranhado de palavras ininteligíveis... Como turista numa avenida de Nova York, sem saber falar inglês.
(É que esse blog é todo escrito em inglês, menos meus textos, claro!)


